segunda-feira, 27 de julho de 2015

Exposição Dentro da Mata é finalista para o prêmio Rodrigo de Melo Franco



Miguel Penha, finalista para o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade, o único artista a representar o Mato Grosso.
O projeto selecionado foi o Dentro da Mata, um reconhecimento desse grande trabalho que vem sendo desenvolvido desde 2010, trata-se de um projeto de exposição itinerante, foi apresentada em 11 Estados brasileiros e em 2016 será realizado em Madri/ES..
A exposição com a predominância da natureza, do verde, das matas e o cerrado do Brasil central, são pinturas que o artista costuma chamar de realismo imaginário, pois hoje em dia raramente vemos o cerrado ou florestas intactas, todas as telas pintadas para a exposição fazem parte de um conhecimento, específico do artista que é índio e tem uma vivência direta com tribos de diversas nações, como Krahôs, kaiapós, Cinta larga e Suruí;

Sobre o Prêmio

O Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade, promovido anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para reconhecer ações de preservação do patrimônio cultural brasileiro, teve, em 2015, 230 projetos inscritos, um crescimento de mais de 100% em relação a 2014, quando participaram 112 candidatos. São projetos com diversos perfis, vindos de todos os cantos, retratando a cultura do Brasil. 

Entre os estados brasileiros com número mais representativo de ações estão: Bahia (10), Ceará (14), Minas Gerais (25), Pará (10), Paraná (12), Pernambuco (16), Rio de Janeiro (33), Rio Grande do Sul (17), Santa Catarina (13) e São Paulo (35). As iniciativas selecionadas, nesta etapa, irão passar por avaliação nas superintendências estaduais do Iphan em que foram inscritas. Posteriormente, vão para a avaliação da Comissão Nacional, em Brasília, de onde sairão os nomes vencedores. 

A edição de 2015 traz, ainda, outra novidade. O edital irá contemplar oito iniciativas, duas a mais em relação a 2014, com o valor de R$ 25 mil cada. O aumento no número de contemplados e no valor do Prêmio tem o objetivo de estimular a participação, proporcionar a pluralidade no perfil dos projetos e reconhecer iniciativas de excelência que partem da sociedade civil, criando, assim políticas culturais democráticas.

O júri é composto para a seleção é formado de representantes de universidades, institutos ligados à cultura, de setores do poder público e da sociedade. O intuito é fazer com que o Prêmio esteja em consonância com os rumos das políticas culturais que, cada vez mais, adotam formatos de participação democrática. Com isso, há um envolvimento dos diversos atores sociais, permitindo um processo avaliativo de múltiplas perspectivas, importante para compreender as manifestações culturais brasileiras que carregam essa diversidade. 
Selecionados:
Categoria II - Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do patrimônio cultural brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades:
Alagoas – Caderno de instruções do Filé - Um guia de como fazer o tradicional filé Alagoano
Bahia – Para-Raios Programa de Arte-Educação Patrimonial do Forte da Capoeira; Hospedar a Cultura e a Cidadania na Escola
Ceará – Grupo Uirapuru - Orquestra de Barro; Circo Memória e Identidade
Distrito Federal – Re(vi)vendo Êxodos
Goiás – Educação Patrimonial - Pirenópolis Goiás; Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Maranhão – Capelinha de São Benedito; Festival de Bumba-meu- boi de Zabumba do Maranhão
Minas Gerais – Som dos Sinos; Circuito de Museus
Mato Grosso do Sul – Artista Regional
Mato Grosso – Dentro da Mata
Pará – Semana do Patrimônio Paraense; Ginga e Resistência na baixada
Paraná – Guia de Visitação ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula; Programa Primeiro Museu
Pernambuco – Do Buraco ao Mundo: Segredos, rituais e patrimônio de um quilombo-indígena; Gestão do Paço do Frevo
Rio de Janeiro – Restauração e Instalação do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes; Nasce uma cidade
Rio Grande do Sul – Caixas Pedagógicas AfricaNoArquivo; Angola Poa: expressões da capoeira angola em Porto Alegre
Roraima – Patrimônio cultural, brincadeiras e jogos tradicionais nas comunidades indígenas de Roraima
Santa Catarina – Victor Meirelles - Biografia e Legado Artístico; Intitulação dos Mestres da Cultura Tradicional: a valorização do ser e saber fazer do povo bombinense
São Paulo – O Milagre de Santa Luzia; Histórias da Tradição. 
O edital divulgado no  Diário Oficial da União tem premiação no valor de R$ 30 mil como estímulo e forma de reconhecimento aos projetos selecionados
Mais informações para imprensa:
Assessoria de Comunicação Iphan 
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares - adelia.soares@iphan.gov.br
Gabriela Sobral Feitosa gabriela.feitosa@iphan.gov.br 
(61) 2024-5461 / 2024-5463/ 2024-5459
(61) 8356-5857

sábado, 9 de maio de 2015

Abertura da Exposição Dentro da Mata no Instituto Cultural Germânico - Niterói/RJ

Agradeço a todos os presentes na noite de abertura, foi muito bom poder conhecer novas pessoas, conversei com muita gente legal, animada e interessada em fazer arte, foi muito bom, agradeço a todos pelo carinho.











a exposição fica em Niterói até 08/06/2015 

domingo, 19 de abril de 2015

Chegando em Niterói/RJ - abertura 07 de maio as 19 hs, visitação de 08 à 06 de junho 2015

O Projeto de exposição Dentro da Mata surgiu em 2010, quando a primeira exposição foi realizada no SESC - Arsenal, em Cuiabá/MT, o SESC através do projeto SESCAMAZONIADASARTES, convidou o artista para participar do calendário de exposições do projeto, em 2011, foram realizadas mais seis (6) exposições: Teresina/PI, Macapá/AP, Manaus/AM, Belém/PA, Porto Velho/RO, São Luiz/MA.
Desde então, o projeto continuou caminhando em 2013 o recebeu apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, assim, foram realizadas mais 3 mostras em: Blumenau/SC, no Museu de Arte de Blumenau, em Brasília no Centro Cultural da Câmara dos Deputados, e Jataí no Museu de Arte de Jataí/GO.


A mostra conta com a curadoria de Fabíola Mesquita, Filósofa, Produtora Cultural, e idealizadora do site Rede de Arte (
www.rededearte.com.br), a ideia é ir além da pura apreciação visual possibilitar um momento calmo e reflexivo, Dentro da Mata tem como norteadores, o resgate das artes plásticas enquanto suporte de manifestação artísticas e culturais com objetivo de democratizar e dar oportunidades aos cidadãos de diferentes classes sociais de forma que cada um, em sua individualidade e diversidade, possam construir seus gostos e aptidões culturais; Conscientizar a população quanto a criação de novas Áreas de preservação permanente no país, assim como a preservação e manutenção da APP já existente; O projeto ainda tem como foco ser realizado no mínimo em cada um dos Estados brasileiros, ao todo já foram 11 Estados, faltam 17.
Miguel Penha, que é descendente dos índios Xiquitanos, tendo vivido em aldeias do Xingu como os Krahôs e Caiapós no Tocantins, e acredita que preservação dos elementos constitutivos da memória dos diferentes grupos humanos, é condição para a construção de uma consciência maior de sua identidade, compreendidas e formuladas de maneira autônoma, logo, a importância da preservação, é,  garantia desses direitos, preconizados na Carta Rio 92 , princípio 23 “O meio ambiente e os recursos naturais dos povos submetidos à opressão, dominação e ocupação serão protegidos”.

A exposição Dentro da Mata, leva-nos a questionamento como: a crescente ameaça de destruição a que estão expostos tanto o patrimônio natural quanto o cultural, não apenas pelas causas tradicionais de degradação, mas também pelas mudanças da vida social e econômica; Estamos preparados para essas mudanças?

“Próxima parada Niterói/RJ, no Instituto Cultural Germânico.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Dedica-se à pintura, tendo como tema as matas e cerrado brasileiro

Miguel Penha
Descente de indígenas, Penha considera-se um artista contemporâneo autodidata. Dedica-se à pintura, sempre tendo como tema as matas e cerrado brasileiro. Participou de diversas exposições e salões de artes, tanto no Brasil como no exterior. Seus trabalhos também ilustram diversos livros e catálogos. Em 2009, recebe o Prêmio de Artes Plásticas Marcantônio Villaça, promovido pelo Ministério da Cultura e Fundação Nacional de Arte. 



acessem http://mapa.pacodasartes.org.br/page.php?name=artistas&op=detalhe&id=459


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Texto Marcio Harum - Curador do Centro Cultural São Paulo/SP, sobre a exposição Dentro da Mata

DENTRO DA MATA
MIGUEL PENHA NA TEMPORADA DE PROJETOS 2014 DO PAÇO DAS ARTES

Com nove pinturas, a exposição Dentro da Mata de Miguel Penha (Cuiabá/MT, 1961), apresenta a vegetação da região do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães no Mato Grosso, no centro-oeste brasileiro, como o tema central de sua produção. Filho de índio (pai xiquitano da fronteira da Bolívia, e mãe bororo com português), o artista que resgata valiosas lembranças, por vezes, faz remeter as andançasque realizou com seu pai pelas matas durante os anos de infância, para caçar e coletar frutos do cerrado, plantas e ervas medicinais de uso tradicional.

Diante da destruição que o bioma vem sofrendo, Penha nos impulsiona de maneira ampla a uma reflexão ao que vem acontecendo principalmente no norte e centro-oeste do país, aonde plantações sem fim de soja e algodão tomam o lugar de florestas nativas.  Diletante dos estudos botânicos clássicos, mas com forte conhecimento ancestral, Penha vai observando e registrando em seu trabalho o conjunto de ecossistemas em rápida descaracterização do entorno. O artista indaga e problematiza o que está por trás da agressividade da expansão da hecatombe agrária em escala internacional em curso no Brasil,ao simplesmente propor pintar o impacto visual da beleza natural e das espécies da flora em extinção, retratando “hiperrealisticamente” a paisagem selvagem em luta por sua própria preservação.

Figuram em seu desejo de presença ambiental constante a palmeira Paxiuba, bastante utilizada pelos seringueiros e indígenas para a construção do assoalho rudimentar das casas e palafitas da Amazônia, o pequizeiro do cerrado(Caryocarbrasiliense),espécie tombada (Decreto nº 14.783/93) como patrimônio, sendo seus frutos muitíssimo consumidos pelos indígenas do Alto Xingu, a palmeira Bacaba, manuseada para a nutriçãoe o feitio de sucos e o ubim, que é aquela palmeirinha usada também pelos seringueiros e indígenas para se fechar a cobertura do telhado de suas habitações.  Quando o artista pinta a óleo, se envolve com os modos de manipulação da cera da carnaúba e os secantes em pó, que dão forte destaque as colorações. O óleo que é retirado da tinta não realça muito o brilho, assim o que resta é uma pintura mais seca, em que as cores são suavemente destacadas em seu aspecto essencial. Como sua pintura é calcada na luz natural do centro-oeste brasileiro, Penha trata a luz como a vê ao natural; ou seja, nunca artificialmente: a canaliza para a tela tal qual enxerga o raio de sol iluminandoa mata. Suas pinceladas vem mudado ao longo dos últimos tempos. E as cores também. Atualmente se vale de doze cores a óleo e quatro em acrílica. Os resultados vem aparecendo devido a essas experimentações. Almeja poder trabalhar a luz sem mais usar o branco, somente iluminando a pintura com a superposição de cores. A iluminação pela cor.

Outra localidade inspiradora para as suas telas é a reserva do povo Krahô, às margens do Rio Brilhante, que surge ocasionada por uma sensível memória fotográfica de igarapés e riachos de águas límpidas.Em sua busca incessante pelo aprimoramento da imagem, inova seus conhecimentos de química com pigmentos tecnológicos, que evoluem para testes técnicos de durabilidade e conservaçãocom novos materiais. Não obstante, o trabalho assim passa a sofrer cada vez mais frequentes mudanças positivas.

Penha se preocupa muitíssimo com as  questões de politica ambiental. O isolamento, a distância e o transporte caríssimo, ao qual estamos sujeitos para locomovermos pelas regiões do país, são os efeitos colaterais que mais vão se tornando rapidamente passíveis de gerar o apagamento de narrativas culturais regionais.  A crescente ameaça de devastação a que estão expostos tanto o patrimônio natural quanto o cultural, não apenas pelas causas tradicionais da degradação agropecuária, mas também pelas exigências da vida política, social e econômica do Brasil mais recentemente, molestam áreas imensas com desastrosos fenômenos ainda mais temíveis. Apesar da predominância da agenda das questões econômicas sobre as culturais citadania importante conquista da Carta da Rio 92, no princípio 23, consta: “o meio ambiente e os recursos naturais dos povos submetidos à opressão, dominação e ocupação deverão ser protegidos”.

O estranhamento é a ausência dos bichos e caboclos por entre as picadas do mato de seus quadros. Não aparecem, estão escondidos. Penha sabe que necessita continuar vivendo ali e pintando o ao redor, para ver aonde o seu trabalho consegue chegar em relação aos grandes formatos das telas de até 3 X 6m que vem experimentando, ampliando, “superdimensionando”, montadas sem bastidores, direto sobre lonas de caminhão.

O verde da natureza, sua massa, sombra, volume e textura das folhas e da casca das árvores é o que de fato parece estruturar o pensamento visual do artista, e faz dele a sua história real.


Marcio Harum é curador de artes visuais do Centro Cultural São Paulo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Exposição Dentro da Mata recebe Monção de Congratulação.

A Assembleia Legislativa dos Estado do Mato Grosso e seu membros, mediante requerimento  do Deputado Estadual Emanuel Pinheiro, vem manifestar  o reconhecimento  publico ao Brilhante artista plástico Miguel Penha  pela exposição Dentro da Mata.

Agradeço a todos os amigos em especial aos patrocinadores Bigolin Prime,  RockAll, Pousada e Ateliê Eliana MUX, Pousada Vila Guimarães, Hotel Turismo, Pousada Vento Sul, Pousada Cambará, Pousada Arara, hotel Amazon e  Rede de Arte  eu não teria conseguido realizar essa exposição o opoio de voces foi fundamental. muito obrigado